sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dia de recomeçar

[Imagem Flickr]

Tem dias que dá vontade de parar tudo e ir embora,
dá uma angústia, um peso na alma, dá
vontade de sair correndo, pra ver se tudo melhora.
São tantas circunstâncias, tantas pessoas,
tantas coisas, tanta mágoa, tantas chateações, 
tudo em nossa volta,
 vamos colecionando dores, decepções...vamos esquecendo de olhar
 o lado bom da vida, acabamos esquecendo de nós.
Isso tudo vai ficando armazenado dentro de nós,
nos apertando o peito, nos ferindo e nos fazendo viver mal.
Mas chega uma hora que é preciso parar,
respirar, refletir, se reorganizar.
Chega uma hora que nos encontramos completamente revirados,
virados do avesso, por que são tantas as coisas, 
que passam por nossas vidas e com a intensidade de um furacão,
coisas que nos derrubam e cada vez que levantamos, as marcas vão aumentando.
É difícil, colocar tudo de volta no lugar,
principalmente quando estamos em cacos, quebrados, despedaçados.
Então é preciso juntar toda força possível, toda a fé 
e recomeçar...então vamos nos levantando,
varrendo para fora todo o pó de palavras ruins,
 tirando a pilha de entulho de marcas que ficaram...
como num guarda-roupa, jogando fora tudo que ocupa
um espaço desnecessário...e de repente vamos ficando leves,
com a alma limpa...prontos para recomeçar,
e dessa vez só deixar coisas boas entrar,
por que o que atrapalha e não tem utilidade, tem que ser jogado fora...
Por que todo dia é dia...de se cuidar, de fazer "faxina" interior...recomeçar
do zero, livres, leves e soltos...todo dia é dia de Recomeçar!

(Flavia Oliveira)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

De pé com fé



(imagem Flickr)

A vida se parece muito com uma montanha russa,
tudo passa correndo, numa velocidade tão grande,
 tudo se mistura e em vários momentos parece que vamos despencar.
As vezes é muito difícil continuar de pé,
são tantos os dilemas, são tantos os problemas,
tantas incertezas, desilusões, decepções, uma
grande desorganização e de repente
 nos encontramos perdidos sem saída ou solução.
E por mais difícil que a vida seja,
no meio de tudo isso ainda existe algo assim meio mágico
que nos segura e nos faz continuar...
uma palavrinha pequenina de duas letrinhas,
porém com uma força enorme...uma palavra tão sutil: Fé.
Sim, a fé que nos sustenta e ainda nos faz
ficar de pé, seguindo em frente,
com esperança no coração, de que tudo ainda pode mudar. 
Aquela fé que move montanhas,
que cura feridas, que faz pessoas mudarem de vida,
aquela fé que não costuma falhar.
E pode demorar o tempo que for, de pé com fé devemos continuar,
por que a força da fé é muito grande e ela tudo pode mudar.
  
(Flávia Oliveira)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O mar da vida

(imagem Deviantart)

Ao nascermos não sabemos ao certo o que iremos encontrar por aqui,
nem temos noção do tamanho do mar, no qual um dia teremos que navegar.
A única coisa que temos, é a fortaleza dos remos e o aconchego do barco de nossos pais,
 que são para nós um grande porto seguro.
O tempo vai passando, vamos crescendo e
nossos pais vão nos passando tudo o que sabem sobre esse imenso mar da vida,
eles se esforçam ao máximo para nos preparar,
até que chega o tal dia em que temos que pegar nossos próprios remos,
içar vela, puxar ancora e começar a navegar.
É estranho quando começamos a remar, 
até parece que o barco não vai sair do lugar,
é o tal do medo de afundar...mas, vamos pegando o jeito ou pensamos que vamos.
E seguimos nossos rumos, procurando o norte ou o sul, 
quem sabe o leste ou o oeste, mas nem sempre é assim,
as vezes temos uma rota certa para seguir, 
mas de repente, por contratempos,
acabamos nos desviando e temos que preparar nova rota,
ir em busca de novo rumo.
O mar as vezes está tão calmo, brisa leve, sol brilhando
sinais de ótima navegação.
Mas as vezes a brisa muda para forte vento,
tudo num piscar de olhos e 
nuvens negras escondem o brilho do sol,
e já nos vemos no meio de uma grande tormenta,
que vem levando tudo, vai levando a gente, o barco...
...de repente nos vemos perdidos no meio do imenso mar, 
 pensamos até em largar nos remos e afundar de vez, 
já não temos forças e nem vontade de continuar,
resumindo barco afundando, vela caída, remos quebrados.
Mas como depois de todas tormentas, vem aquela calmaria
e o sol volta de novo, seus raios a brilhar,
voltando a iluminar.
A vontade de abandonar o barco passa e novamente, continuaremos a remar,
por que parado no meio do mar não dá para ficar,
senão uma onda forte atinge a gente e ela pode até nos afogar.
Esse mar é tão complexo, não são águas fáceis para se remar,
mas tudo só depende da força dos braços de quem segura os remos,
tudo só depende de nós, navegantes desse imenso mar da vida.

 (Flávia Oliveira)